Olá.....


"Faça o que puder, com o que tem, onde estiver."
Theodore Roosevelt

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sábado, 26 de maio de 2012

Dia das Mães


O que se usa quando quer realmente ofender alguém?
Filho da mãe...
Quando ficamos muito mal, o que dizemos em meio às lágrimas:
Eu quero a minha mãe...
Quando a criança está com piolhos, o que dizem por aí?
É culpa da mãe que não limpa...

Infelizmente nós somos lembradas geralmente nas situações mais complicadas, difíceis e onde há sofrimento...
Qual será a real função de uma mãe?
Somos formadoras de cidadãos, ou quando não formadoras, damos à luz a indivíduos especiais. Temos de proteger, criar, alimentar e fortalecer. Olhamos, ajudamos a informar, e também temos de nos responsabilizar. Nos julgamos o tempo todo, sem abrir mão de nos culparmos também... Quando algo dá errado, lá está o povo perguntando: mas cadê a mãe desta criança? A maior questão disto tudo é que nos esforçando o máximo possível, provavelmente ainda acharemos que não fizemos o máximo...
Esta honra toda que nos dão no dia das mães, para nós é muito lisonjeiro, mas não é a força que nos move. Quando acordamos a noite preocupadas, e levantamos no frio para cobri-los, ou ver se já chegaram da balada, nada mais é que uma questão de dever, é o que nos cabe no momento, pois se pudéssemos fazer mais, dormiríamos ao lado de vocês para garantir que não passariam frio, ou iríamos a balada e ficaríamos de olho no que e com quem estariam. Mas tudo isso são ossos do ofício, deveres e obrigações de uma mãe, nada que nos faça esperar honrarias.
Agora quer saber quando é a maior honra? É quando quase nunca somos citadas, quando vemos que vocês nos superaram, e são mais do que esperávamos. Quando são pequenos e dão o primeiro passo e nós tentamos ficar de longe, quando saem a primeira vez de ônibus e provam sua responsabilidade, quando entram na escola pequenos e chorões e saem grandes profissionais, neste momento uma mãe é invisível, e é por que vocês, nossos filhos estão brilhando como ouro, nosso maior momento, está aí a grande honraria que nós esperávamos a nossa vida toda... O melhor presente vocês nos dão quando se desenvolvem, crescem e vencem.



 A visão de nós mamães, felizes pelo título e agradecidas pelas homenagens cada ano mais lindas...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Arte em cabaça

A cabaça
Cabaça ou porongo é a designação comum dos frutos de plantas da família das cucurbitáceas(entre as quais a Lagenaria siceraria, tema deste verbete) e a uma da família das bignoniáceas. As plantas são chamadas de cabaceira, porongueiro, cabaceiro e, na Amazônia, de jamaru.
O fruto seco é amplamente utilizado em diversos países do mundo, de várias formas:

Nossa, totalmente culto este começo, mas para entrar no nosso maior interesse só fazendo a cabaça se transformar em um item artesanal. E para muito que já conhecem esta é só mais uma postagem, mas se você ainda não teve a chance de experimentar, eu selecionei alguns paps muito lindinhos para vocês...

Onde comprar?
Bem na minha cidade, eu posso comprar no Mercado municipal, assim como em várias cidades. 
Outra dica é: quando for trabalhar uma cor escura, não pinte de branco por baixo, mas se você for trabalhar cores claras, o único procedimento a fazer é dar pelo menos duas demãos de branco primeiro.
Utilize muitos materiais para dar luxo a sua peça, feltro, biscuit, tecido, folhas secas, ramos e palhas, etc...
Se você já sabe pintar, com certeza aprenderá rápido a trabalhar com esta maravilha da natureza...


Neste blog ensina passo a passo como limpá-la desde a colheita.







http://www.portaldeartesanato.com.br/materias/1311/Galinhas+decorativas+de+cabaca+e+pintura+country

Bom trabalho, bom experimento e boa sorte... Obrigada...

domingo, 8 de abril de 2012



Bom dia 

Trouxe um poema muito gostosinhos em homenagem a vocês queridas e modernas amigas artesãs...

Martha Medeiros: Mulher Boazinha

Mulher Boazinha

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um
desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.
Martha Medeiros